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Avatar de Everton

Podemos concluir que ela está falando para seus pares, pessoas cujo currículo e nome chegam antes e são automaticamente validados. Dentro desse contexto, a fala faz sentido.

Diante disso, fica a reflexão: se esse discurso começa a ser absorvido sem filtro por formações e por novos profissionais, pode acabar enfraquecendo a base metodológica da área, colocando conhecimento empírico na frente do processo, e prejudicando a maturidade do design de produto a longo prazo.

Avatar de Ronald B. Falcão

O engraçado é que eu, e sei que uma galera aqui, olha e pensa: Nossa, isso é fantástico. Estou dentro! Mas ai paro e penso no meu percurso até aqui. Fui desenvolvedor, trabalhei com frontend, nas equipes (squads not!) pelas quais passei tive o privilégio de estar lado a lado com excelentes designers, UX, UI, e para mim é fácil construir algo relevante (modéstia?) e escalável.

Penso no Enzo e na Valentina que acabou de sair da faculdade (se fez), que acha que sabe tudo de tudo, pega uma ferramenta dessa e sai fazendo. Num primeiro momento, funciona, o usuário utiliza. Ai passa o tempo algo apresenta uma fricção ali, uma funcionalidade não mexe o ponteiro aqui, uma reclamação do cliente que (segundo o builder) não faz sentido. E assim vamos caminhando.

Quem faz software, ou curso, ou de alguma forma ganha dinheiro, para esse fim vai aproveitar para surfar. E nessa hora me pergunto, se fosse tão simples porque VBasic e Delphi não cairam no gosto do mundo corporativo para durarem até hoje? Foi só mudança para web/mobile? Fica a provocação.

PS: Birra geracional? Provavelmente. Mas confesso que em outros cenários, parecidos, paguei muito boleto corrigindo e refazendo sistema de quem achou que sabia e saiu fazendo.

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