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Avatar de Sérgio Montes

Acabei de ler o artigo e estou vivendo algo muito parecido na prática com um case de gamificação dentro de um app de varejo.

Trouxemos uma mecânica de “caça ao chocolate”, onde o cliente precisa encontrar QR codes nas lojas para desbloquear ofertas e ganhar desconto no PDV. A ideia parecia ótima no papel, mas os dados estão contando uma história bem diferente:

– Abriu o app: 43.586

– Abriu o jogo: 6.346

– Abriu o scan: 107

– Escaneou produto: 175

– Completou a jornada: 0

Ou seja, a maior queda não está no interesse inicial, mas na transição do “entendi a campanha” para o “sei o que fazer agora no mundo físico”.

Isso está levantando algumas hipóteses bem importantes pra gente:

Gamificação em varejo físico talvez não seja só uma questão de UX dentro do app, mas de operação de loja, comunicação no PDV e incentivo no ambiente físico. Se o usuário não entende a mecânica em 5 segundos dentro da loja, o jogo praticamente não existe.

Talvez o erro não esteja na interface, mas na falta de:

– sinalização nas lojas

– promotores explicando

– feedback claro de progresso

– recompensa percebida como valiosa

No fim, isso está me fazendo pensar que gamificação em varejo físico é muito mais próxima de trade + design de serviço do que apenas UX de produto.

Alguém aqui já passou por algo parecido em campanhas que misturam app + loja física?

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